TRÓPICES

"NENHUM SOLDADO GANHA A GUERRA DANDO A VIDA PELO SEU PAÍS, MAS SIM FAZENDO COM QUE O INIMIGO DÊ A VIDA PELO SEU" (GEORGE SMITH PATTON)




UM SITIO PARA UM GRUPO RESTRITO DE USUÁRIOS.



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domingo, 27 de maio de 2012

O T-90, é o tanque, mais moderno dos exércitos russo e indiano, entrou em baixa produção em 1993, baseado num protótipo designado como T-88. O T-90 foi produzido pela Kartsev-Venediktov Design Bureau na Uralvagonzavod em Nizhny Tagil. O modelo de produção é baseado no largamente redesenhado T-72BM, com algumas partes da série T-80; o nome foi escolhido por causa das grandes perdas de tanques T-72 na Guerra do Golfo. A inovações do T-90 incluem uma nova geração de blindagem reativa explosiva Kontakt-5 na base e na torre. Duas variantes, o T-90S e T-90E foram identificadas como possíveis exportações.
Em 1996, 107 tanques T-90 entraram em serviço pelo Far Eastern Military District. O plano era substituir todos os tanque mais velhos com T-90s no fim de 1997, mais esse objetivo ainda não foi terminado pela falta de fundos.
Em 1999 apareceu uma nova versão do T-90, com uma torre totalmente protegida. Este novo modelo é chamado de "Vladimir" em honra ao chefe de design do T-90 Vladimir Potkin, que faleceu em 1999. É desconhecido como esse design afeta a proteção e o design da torre, a blindagem frontal foi extensivamente redesenhada.


O T-90 é o mais recente desenvolvimento da série de tanques "T" russos e apresenta maiores poder de fogo, mobilidade e blindagem em relação aos seus predecessores, sendo fabricado pela empresa Nizhnyi Tagil. Equipado com um sistema integrado de controle modelo 1A4GT automático, engloba o sistema de controle de disparo do canhão modelo 1A43, o imageador térmico KO1 com alcance de até 1,5 km e o imageador PNK-4S para o comandante.
O motorista tem à sua disposição um visor noturno infravermelho modelo TVN-5. A blindagem do T-90 é uma combinação do material convencional com material explosivo reativo (ERA). Seu sistema de alerta está a cargo do Shtora-1, composto de jameador infravermelho, quatro detectores de emissões de laser e lançador de granadas fumígenas. Possui equipamento de proteção NBC (nuclear, biológica e química).
O armamento principal é o canhão 2A46M de 125 mm, estabilizado em dois eixos e coberto por uma luva térmica, capaz de disparar uma grande variedade de munições, incluindo a APDS (Armour Piercing Discarding Sabot), HEAT ( High Explosive Anti-Tank) e HE-FRAG (High Explosive Fragmentation). Este canhão pode disparar mísseis anti-tanque 9M119 Refleks, com alcance de 4 km, guiagem a laser e ogiva de carga oca, capaz de penetrar as blindagens explosivo reativas. Seu armamento inclui ainda uma metralhadora coaxial PKT de 7,62 mm e uma metralhadora de 12,7 mm para defesa anti-aérea.

A propulsão do T-90 é provida por um motor a diesel V-84MS, de 840 hp, refrigerado a água. O tanque pode carregar até 1.600 litros de combustível, e pode-se adicionar querosene ou benzina ao diesel, sem danos ao motor. Possui um snorkel para travessias de cursos d'água, utilizável por vinte minutos. O Exército russo utiliza há algum tempo a versão T-90S e em fevereiro de 2001 o Exército indiano assinou um contrato para o fornecimento de 310 unidades deste modelo.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

CARROS DE COMBATE 3

M1 ABRAMS


O M1 Abrams é o principal carro de combate (Main Battle Tank) do Exército dos Estados Unidos da América, com três versões lançadas desde 1980: O M1, o M1A1 e o M1A2. As últimas versões do M1A2 dispõem de nova blindagem e electrónica. Foi baptizado em homenagem ao General Creighton Abrams, antigo comandante do 37º Batalhão Blindado, e entraria ao serviço em substituição do M47 Patton. 

Desenvolvimento
Em Março de 1972 foi iniciada em Fort Knox a equipe de trabalho que iria projetar o novo carro de combate MBT (Main Battle Tank). Os objectivos estabelecidos para o novo blindado foram: a sobrevivência da tripulação, probabilidade de impacto ao primeiro disparo, rapidez para fixar e alcançar o alvo, mobilidade em terrenos dificeis, sobrevivência do material, entre outros. O Exército dos EUA pediu o desenvolvimento dos protótipos à General Motors e à Chrysler. O novo tanque foi designado inicialmente como XM815.
Em Outubro de 1973 começou a guerra do Yom Kippur no Médio Oriente, onde ocorreram as maiores batalhas entre carros de combate desde a II Guerra Mundial. Era imprescindível colocar no projecto do XM815 todas as lições aprendidas nesta guerra que enfrentou os M60 norte-americanos dos israelitas contra os T-62 soviéticos que os sírios e os egípcios utilizavam. Uma das novidades mais destacadas neste conflito foi o grande uso de mísseis anti-tanque AT-3 e de lança-rockets RPG-7 de origem soviética. Mas a lição mais importante foi que o tanque continuava a ser a arma dominante no campo de batalha. Enquanto isso o novo carro foi rebaptizado de XM1.
A General Motors e a Chrysler continuaram a desenvolver os seus protótipos, incorporando a blindagem Burlington. Os primeiros exemplares para a fase de validação foram entregues entre Janeiro e Abril de 1976. No início, o exército estava mais inclinado para o projecto General Motors mas a 11 de Novembro de 1976, a Chrysler foi declarada vencedora. Os primeiros exemplares foram entregues para avaliação em Fevereiro de 1978, e a 6 de Maio de 1979 foi autorizada a produção com um ritmo lento do XM1.
Em Fevereiro de 1981 foi aceite a sua produção em grande escala, tendo sido denominado Carro de combate com peça de 105 mm M1 Abrams, em honra do comandante de batalhão da 4ª Divisão Blindada durante a II Guerra Mundial, Creighton Abrams.O seu baptismo de fogo foi na Guerra do Golfo em 1991 e correu bem apesar de alguns problemas com a areia e o calor conseguiu vencer o principal tanque dos iraquianos o T-72 de fabrico russo que foi incapaz de competir com os Abrams já que nenhum foi destruído em combate.
Depois deste conflito foi desenvolvida uma nova versão o M1A2 que passou a ter um canhão de 120 mm, três metralhadoras (12,7 mm anti-aérea, 7,62 mm giratória na torre e 7,62 coxial). Ele resiste a impactos directos de projécteis antitanque e é vedado contra a radiação e armas químicas. O seu tamanho e o seu peso constituem a sua princiapal desvantagem, o avião norte-americano de maior envergadura o C-5 Galaxy só pode transportar um de cada vez. Além disso, o transporte marítimo desloca-se lentamente para estes equipamentos em situações de emergência. Nos Balcãs eram muito grandes para as pontes e estradas da região.



sábado, 6 de fevereiro de 2010

CARROS DE COMBATE 2

MERKAVA


Com o conhecimento e a experiência adquiridos nas modificações dos seus carros de combate, originários da França, EUA e Grã-Bretanha, os israelenses decidiram criar, no final dos anos 60, o projeto de um tanque inteiramente nacional, ao qual denominaram Merkava. Os primeiros estudos datam de 1967 e seguindo algumas orientações do Gen.Israel Tal, veterano de campanhas militares, procurou-se adaptar o tanque às condições locais e eleger alguns princípios fundamentais para sua construção: primeiro e mais importante, deviam garantir ao máximo a sobrevivência da guarnição; a potência de fogo vinha em segundo lugar e a seguir a mobilidade. A primeira unidade produzida, na versão Mark 1, saiu da linha de produção em 1979. Seu desenho nada convencional, com o motor e a transmissão na frente e o compartimento de combate atrás, permitiu colocar uma porta na parte traseira, para escape em caso de emergência ou para transporte de infantaria. Espaçoso, o ambiente da tripulação estende-se de lado a lado do veículo e tem ar-condicionado, um conforto extremamente útil em combates prolongados sob elevadas temperaturas, como nos desertos. A silhueta-alvo oferecida pelo Merkava é a mais baixa possível, com a parte frontal angulosa e a torre apresentando uma pequena seção transversal projetando-se para trás. Isto lhe dá um perfil muito baixo, que lhe permite permanecer virtualmente oculto no deserto, onde há pouca cobertura natural.
A sua espessa blindagem é fundida e soldada sob rigorosos testes de resistência, oferecendo proteção adequada contra explosivos incendiários de fósforo, HEAT e HESH. Saias laterais blindadas protegem a suspensão.O armamento principal é um canhão de 120 mm, desenvolvido pela IMI (Israel Military Industries Ltd.), que utiliza cargas HEAT, HESH, APDS e APFSDS. Um morteiro de 60 mm, lançadores de granadas de fumo e três metralhadoras de 7,62 mm constituem o armamento secundário. Um estabilizador de quatro posições (duas giratórias e duas elevatórias), um computador balístico de controle digital, um telêmetro a laser e um periscópio de 360°, com ampliação de 4 a 20 vezes, constituem o sistema de controle de tiro do Merkava, que conta ainda com imageadores termais para operações noturnas.
A mais recente versão deste tanque foi apresentada pelo Ministério da Defesa de Israel, em junho de 2002, o Merkava Mk4, com novos sistemas eletrônicos, motor mais potente, blindagem e canhão aperfeiçoados, devendo estar operacional em 2004, com uma encomenda inicial de 400 unidades. Um pouco mais largo que o Merkava Mk3, em atividade desde 1990, o Mk4 pode transportar oito soldados de infantaria, uma equipe de comandos ou três macas com feridos. Impulsionado por um motor GD 883 V-12 a diesel, fabricado pela General Dynamics americana, de 1500 hp, representa um acréscimo de 25% na potência em relação ao seu antecessor. Está preparado para resistir a impactos de mísseis ar-superfície, lançados de helicópteros, ou modernas armas anti-tanque de ataque a parte superior do veículo. Conta com detectores e extintores automáticos de incêndio, placas metálicas adicionais na parte de baixo contra minas e proteção contra contaminação NBC.

ESPECIFICAÇÕES:
Tipo de armamento: Tanque Principal de Combate  

Construído por: Israel Military Industries - IMI
Tipo de motor: Um motor GD 883 V-12 de 1500hp a diesel
Origem: Israel
Utilizadores: Israel
Tempo de serviço: 1979 até actual
Conflitos de actuação: Batalha de Wadi Saluki usado pelo exército de Israel, na Guerra do Líbano de 2006
Alcance: 500Km
Blindagem: Composta
Armas Principais: Um Canhão de 120 mm MG253
Armas Secundárias: Uma metralhadora de 12.7 mm, um lançador de morteiro de 60 mm e duas metralhadoras de 7,62 mm
Velocidade Max: 70Km/h




 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CARROS DE COMBATE 1

LEOPARD 2
O Leopard 2 é um carro de combate alemão construído pela empresa alemã Krauss-Maffei-Wegmann, desenvolvido no início dos anos de 1970 entrou em serviço no ano de 1979, e substitui o anterior Leopard como o carro de combate da Bundeswehr. Suas diferentes versões têm servido nas forças armadas da Alemanha e de dez outros países europeus, bem como a países não europeus. Mais de 3480 Leopard 2 foram fabricados.
ESPECIFICAÇÕES:
Fabricante: KMW Kraus-Maffei Wegmann - Alemanha
Tripulação: 4
Comprimento: 7.72 - Incluindo canhão: 10.98M - Largura: 3.7M - Altura: 3M
Peso vazio: 58000Kg. - Peso preparado para combate: 62000Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Lagartas
Motor: MTU MB-873 12cyl multifuel Potência: 1500 cv
Velocidade máxima: : 72 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 55 Km/h
Tanque de combustível: 1200 Litros Autonomia máxima: 550Km